domingo, 8 de maio de 2011

PEDIGREE E LOP

Pedigree deriva de "pied de grue" (pé de grou). O grou deixa um rasto com 3 traços para a frente e um para trás, correspondente aos dedos das patas, o que dá mais ou menos a forma das árvores genealógicas:  Pedigree é, pois, a árvore genealógica.

Durante muito tempo, os criadores, e apenas estes, mantiveram registos das árvores genealógicas dos seus cães (e dos outros bichos todos).
Cabe dizer aqui que a noção de raça ou de pureza de raça, nesta fase, ainda não tem grande significado.
Toda a gente conhece as misturas (ou algumas) feitas pelos criadores de diferentes raças, que foi possível conhecer consultando os registos de criação dessas pessoas. Estou-me a lembrar do caso do Golden Retriever, que é talvez o mais célebre, mas há também registos de criação do Setter Inglês, do Sealyham, etc.

No fim do séc XIX começam as exposições de cães e redigem-se os primeiros estalões. Nesta altura, em que se fazia um trabalho grande de uniformização das raças, era natural que um bom reprodutor valesse uma pipa de massa. E, evidentemente, começou a haver a necessidade de confirmar que aquelas vitórias eram mesmo daquele cão e não doutro com o mesmo nome (é que nesta altura todos os cães se chamavam "Bob" e "Laddie", pelo menos nos cães pastores).
O registo no Kennel Club começou por ser simplesmente o registo do nome. Estando o nome registado no Kennel Club, mais nenhum cão daquela raça podia ter aquele nome, mantendo-se este princípio até hoje.
Como rapidamente se esgotou o reportório de nomes, apareceu o afixo como forma de impedir a duplicação de nomes e, também, para mais facilmente se identificar o criador.

Assim, o Kennel Club não nasceu para registar genealogias mas apenas nomes, embora a partir dos registos se pudesse reconstruir os pedigrees, já que um cão era sempre registado como "X", filho de "Y" e "Z".
É óbvio que o pedigree sempre foi um importante instrumento de trabalho para qualquer criador, pelo que eram eles próprios que faziam esses pedigrees. Aliás, ainda hoje os criadores fornecem os pedigrees dos cães que criam feitos à mão (hoje em dia no computador, claro). O Kennel Club só emite um pedigree se se pedir expressamente.

Resumindo:

- o pedigree é uma árvore genealógica

- como árvore genealógica que é, mostra como se chegou àquele exemplar - e permite tirar "n" ilacções (se o cão é ou não puro, que qualidades e defeitos se passeiam no património genético do cão, etc).

- como árvore genealógica que é, todos os cães têm uma, sejam coxos, vesgos, ciciosos, brancos, às bolas, ou mesmo sejam rafeiros (desde que se conheça a ascendência).

Não me causa estranheza que um cão fora de estalão tenha registo. Registo é apenas a árvore genealógica. O que está mal é aceitar automaticamente como reprodutor qualquer cão com registo. Na Inglaterra, nos EUA, na França, estes cães fora do estalão são registados - na Inglaterra e nos EUA com uma anotação que os impede de serem expostos e de serem reproduzidos, na França um cão só pode ser reprodutor depois de passar na confirmação, e estes são os poucos casos que são chumbados sem apelo nem agravo.

Pelo exposto, um cão registado no
LOP não dá obrigatoriamente a garantia de ser um cão de raça de qualidade. Mas, em muitos casos, cão com LOP vende-se melhor e tem mais valor económico que cão sem LOP, porque alguns compradores e alguns vendedores só querem o LOP para isso. Não se interessam pelos ascendentes, não se interessam se o cruzamento foi feito para apurar a raça, não se importam sequer se o cão é um bom exemplar, só lhes interessa que lá no papel esteja a dizer que o cão é da raça "X".


  O L.O.P. – Livro de Origens Português, é o registo genealógico para a identificação dos cães de raça pura existentes em Portugal, foi criado em 1932, sendo o Clube Português de Canicultura (C.P.C.) o seu fundador, gestor e depositário e como tal reconhecido pela Fédération Cynologique Internationale (F.C.I.), na qual está federado. 


O Clube Português de Canicultura através da 1ª Comissão (Livro de Origens) é a única entidade competente para aceitar ou recusar os pedidos de registo no L.O.P., ou para cancelar os já existentes e este registo tem como objectivos principais: Instituir as necessárias medidas para conservar puras todas as raças caninas; Classificar as raças caninas portuguesas; Inscrever e catalogar os animais de raças caninas puras; Cumprir e fazer cumprir os regulamentos nacionais da especialidade, bem como os da F.C.I..

A admissão ao L.O.P., dos cães de todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, é estritamente reservada os que se encontrem devidamente identificados e ainda se inscrevam numa das seguintes condições: Os seus progenitores estejam registados no L.O.P.; A sua progenitora esteja registada no L.O.P. e o seu progenitor esteja registado num Livro de Origens reconhecido; Estejam registados num Livro de Origens reconhecido pela F.C.I.; Tenham a sua ascendência traçada, sem qualquer interrupção, até à terceira geração inclusive, desde que a pureza de sangue desses ascendentes possa ser demonstrada perante a 1ª Comissão, e a seu contento; Tenham a sua ascendência traçada sem qualquer interrupção até à 3ª geração no R.I. que tenham obtido a qualificação de "Excelente" em qualquer exposição autorizada pelo C.P.C., que tenham idade superior a 15 meses; Que sejam de Raça Portuguesa, com ascendência registada, que tenham obtido a qualificação de "Excelente" em qualquer exposição organizada ou autorizada pelo Clube Português de Canicultura e que tenham idade superior a 15 meses. Esta admissão está ainda condicionada a uma eventual inspecção prévia da respectiva ninhada. (Todos os cachorros da ninhada a que se refere a declaração de beneficiamento e nascimento de ninhada, deverão estar à disposição do inspector para a sua verificação até aos 50 dias de idade, assim como a sua progenitora).
Uma pequena introdução histórica

LOP são as iniciais de Livro de Origens Português e trata-se de um registo genealógico fundado pelo Clube Português de Canicultura em 1936. Note-se que outros países europeus já detinham livros de origens há muito mais tempo, desde o Século XIX, nomeadamente a Alemanha, país onde se fundaram alguns dos clubes de raças caninas mais antigos.

Nos finais do século XIX existiam muitos países com sociedades caninas e clubes de raça, onde cada um tinha um sistema de classificação de raças diferente. Para racionalizar estas diferenças e uniformizar o conceito das várias raças em todos os países formaram a FCI, Federação Cinológica Internacional, que é neste momento a autoridade máxima no reconhecimento de raças novas, revisão dos standards, etc.
Os cães registados no nosso LOP são reconhecidos pela FCI.

O que é?

O termo LOP poderá não ser familiar a muitas pessoas, mas quem nunca ouviu falar em "pedigree"? Exacto, o registo no LOP é o equivalente português ao termo pedigree.
O registo no LOP é um documento que certifica que o cão que o detém pertence a uma determinada raça. Nesse documento podemos ver a ascendência do cão até aos seus bisavós, e que todos os cães da sua família são pertencentes a essa raça.
Na impossibilidade de se garantir inequívocamente a raça de um animal somente pela sua aparência e não havendo nenhum tipo de teste ou certificação genética para certificar a pureza de raça de um cão, o registo no LOP é a única forma de provar que o animal é de raça.

Logo e teoricamente, pode dizer-se que um cão sem LOP é de raça indefinida, embora na prática as coisas não sejam tão lineares... Vejamos, um casal de cães com LOP da mesma raça que produzem uma ninhada: os cachorros não foram registados do LOP. São puros? São. Pode provar-se? Não. Isto daria tema para outro tópico, mas reparem que não faz sentido reproduzir cães de raça pura e não registá-los no LOP...

Como se obtém o LOP?

Para que um cachorro tenha registo no LOP a condição essencial é ser filho de pais com LOP.
No caso das raças Portuguesas existe a possibilidade de um cão sem LOP ser apresentado a juízes dessa raça para que o avaliem. Se a avaliação for positiva e se esse exemplar se enquadrar no padrão da raça, o CPC poderá atribuir a esse cão um RI ou seja, Registo Inicial. Esse cão vai ser o fundador da sua linhagem, ou seja, não terá quaisquer ascendentes registado no Livro de Origens.

O criador é que pede a inscrição da sua ninhada no LOP, ou seja, não cabe aos donos fazerem o registo no LOP. Quando se adquire um cachorro de raça ele obrigatóriamente já estará inscrito no LOP. Ao novo proprietário é entregue um registo provisório que obriga a que o novo dono se cadastre como novo proprietário do animal (e lhe coloque o micro-chip) junto do CPC, recebendo depois o registo definitivo, onde consta:
ArrowO número do registo;
ArrowO nome do animal (escolhido pelo criador, o novo dono pode pedir ao CPC a mudança de nome mediante o pagamento de uma taxa);
ArrowOs seus títulos em exposições caninas;
ArrowA sua raça e o nº do standard dessa raça na FCI;
ArrowA sua cor e / ou variedade;
ArrowA sua data de nascimento;
ArrowO seu sexo;
ArrowO nº do micro-chip;
ArrowO nome e morada do criador;
Arrowo nome e morada do proprietário;
ArrowO resultado do despiste da displasia da anca (caso tenha feito e o dono tenha solicitado a sua inclusão no registo)
ArrowA árvore genealógica do cão até aos bisavós, com nomes dos animais, títulos em expo e nº de registo.



Como remover as carraças

As carraças são parasitas relativamente frequentes nos nossos animais de companhia, e de elevada importância,na medida em que podem ser transmissoras de doenças tanto para os animais, como para o ser Humano.
Nos animais, podem ser responsáveis pela transmissão da febre da carraça, que é o nome comum para um género de doenças, como por exemplo:


Babesiose, ehrliquiose, doença de Lyme.


A sua importância para a saúde humana reside no facto, de puderem transmitir a febre da carraça ao homem.


Assim, de modo a evitar a transmissão das doenças por parte das carraças, é pertinente inspeccionar de forma cuidada os animais e remover o mais depressa possível as carraças destes.


A remoção das carraças de forma cuidadosa e segura do seu animal deve ser feita de acordo com os seguintes passos abaixo indicados:


Segurar na carraça o mais próximo possível da pele, com o auxílio de uma pinça de pontas finas, ou com extractor próprio.
 As mãos devem ser protegidas com luvas ou papel.


Depois de segura, puxar a carraça para cima aplicando pressão constante.


Após a remoção da carraça desinfectar o local da picada com solução iodada ou álcool, e lavar as mãos com água e sabão.


Colocar a carraça em álcool, pois isso irá causar a sua morte.




O QUE NÃO DEVE FAZER: 


Depois de segura, a carraça não deve ser rodada, sacudida, pois pode levar à quebra das peças bucais, permanecendo estas na pele (se ocorrer podem ser removidas com pinças).


Não esmagar, nem apertar as carraças.


Não usar vaselina, azeite ou recorrer ao calor, pois causa a irritação da carraça e pode levar à regurgitação de saliva para o hospedeiro, aumentando a possibilidade de infecção.


Se ainda assim, após a remoção da carraça o seu animal apresentar alterações no seu estado de saúde, ou apresentar sinais clínicos, deve recorrer de imediato ao seu médico veterinário.


Se for picado por carraças deve usar o mesmo método para a sua remoção, e guardar a carraça num recipiente com álcool, para melhor auxiliar o seu médico no diagnóstico, caso fique doente.


sábado, 7 de maio de 2011

Desparasitação interior e exterior

PALAVRA PASSE: PREVENÇÃO!


A desparasitação interna consiste na administração de um anti-helmíntico que
pode ser de largo espectro, ou seja, abrangem um leque muito vasto de
diferentes parasitas, ou específico para um determinado parasita. Esta é a única
forma segura de eliminar os parasitas gastrointestinais!
Os anti-helmínticos apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on
ou injectáveis e podem resultar da combinação de fármacos diferentes. Esta
variedade de apresentações permite escolher aquela com administração mais
cómoda para o dono e animal.
A desparasitação dos nossos animais de companhia deve ser feita, regra geral,
quatro vezes por ano. Contudo, há situações particulares que devem ser tidas
em conta pelo proprietário e Médico Veterinário que justificam a formulação de
um calendário de desparasitação individual para o animal em questão,
nomeadamente:
- Fêmea gestante, animais jovens, animais imunodeprimidos devem ser
desparasitados com maior regularidade durante a fase de gestação,
crescimento ou doença;
- Cães ou Gatos domésticos, sem acesso á rua ou outras formas de
contaminação (como por exemplo uma alimentação á base de ração seca e
enlatados) podem não necessitar ser desparasitados quatro vezes ao ano;
- Cães pastores, de caça, de guarda e outros cães de trabalho podem
necessitar ser desparasitados com maior frequência ( por exemplo de dois em
dois meses);
Idealmente deverá ser feita a identificação e contagem dos ovos de parasitas
num amostra de fezes. Só assim é possível saber se o animal está ou não
parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para
controlar essa infestação.As consequências da infestação por pulgas do seu animal de companhia podem
ser graves.
A presença deste parasitas á superfície da pele é por si só um factor de
desconforto e inquietação dado o prurido que provocam. Os animais lambem-se
excessivamente e mordiscam a pele causando lesões.
Em resultado do hábito hematófago destes parasitas, numa infestação severa
com grande ingestão de sangue, pode-se desenvolver uma anemia severa e até
mesmo letal em animais muito jovens.
A “Dermatite Alégica á picada da pulga” é uma reacção de hipersensibilidade
que ocorre ao nível da pele e resulta da acção antigénica da saliva da pulga que
é injectada durante a picada. É caracterizada por uma alopécia e seborreia em
redor da cauda e região lombar, no ventre e patas, associada a um prurido
intenso. Este quadro pode ser complicado por uma piodermatite secundária, ou
seja, uma infecções secundárias da pele.
As pulgas são vectores de alguns parasitas intestinais, como o Dypilidium
caninum que afecta os cães, mas também podem transmitir bactérias como a
Hemobartonella felis (agente da Anemia Infecciosa Felina).
As carraças são parentes das aranhas e tal como as
pulgas são facilmente visualizadas á vista desarmada.
Os cães podem ser infestados por uma grande
diversidade de espécies de carraças. São conhecidos
mais de 13 géneros e mais de 650 espécies destes
animais que parasitam inúmeros hospedeiros
vertebrados.
Consoante apresentam ou não um escudo dorsal
rígido, distinguem-se “carraças duras” (género
Ixodidae) de “carraças moles” (genero Argasidae). Carraças do género
Argasidae normalmente não permanecem aderidos ao hospedeiro por períodos
prolongados; passam a maior parte do tempo no ambiente e procuram o
hospedeiro apenas para se alimentar. Ja as carraças do género Ixodidae
permanecem longos períodos sobre os seus hospedeiros.Carraças adultas necessitam ingerir sangue dos seus hospedeiros para poder
produzir ovos, mas ao contrário das pulgas, todas as formas evolutivas da
carraça dependem do sangue
para se alimentarem.
Terminada a sua alimentação, a
carraça fêmea ingurgitada de
sangue cai ao chão e coloca
mais de 3000 ovos. Após a
ovopostura morre.
Durante o seu ciclo de vida,
este parasita assume as formas
evolutivas de Ovo, Larva, Ninfa
e Adulto.
As carraças são responsáveis
pela transmissão de várias
doenças aos nossos animais,
mas também ao Homem.
A expressão “Febre da Carraça” designa um conjunto de doenças infecciosas
causadas por bactérias ou protozoários transmitidos pela picada da carraça, nas
quais se destacam pela sua severidade a Doença de Lyme ou Borreliose,
Erlichiose, Babesiose, Anaplasmose, Hepatozoonose e Rickettsiose

Estas doenças podem ser protegidas por vacinação

Esgana
Hepatite infecciosa canina
Infecções respiratórias por Adenovirús tipo 2
Parainfluenza canina
Parvovirose canina
Coronavírus canino
Leptospirose
Piroplasmose
raiva

Vacinação

Introdução:


A vacinação é muito importante para manter o seu cão de boa saúde. as vacinas protegem contra algumas doenças, muitas delas podem mesmo ser transmitidas aos humanos.


As mais importantes são: parvovirose, esgana, leptospirose, tosse de canil e raiva. Contudo, existem vacinas disponíveis para outras doenças que podem provocar quadros clínicos muito graves, tais como a piroplasmose e a tosse de canil.


Doenças como a leptospirose podem ser fatais para as pessoas e podem ser transmitidas do cão para a pessoa. a vacinação constitui uma maneira eficaz de prevenir e assegurar o bem estar do seu animal e da família que o rodeia.

Prevenção

PALAVRA PASSE: PREVENÇÃO!
A desparasitação interna consiste na administração de um anti-helmíntico que
pode ser de largo espectro, ou seja, abrangem um leque muito vasto de
diferentes parasitas, ou específico para um determinado parasita. Esta é a única
forma segura de eliminar os parasitas gastrointestinais!
Os anti-helmínticos apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on
ou injectáveis e podem resultar da combinação de fármacos diferentes. Esta
variedade de apresentações permite escolher aquela com administração mais
cómoda para o dono e animal.
A desparasitação dos nossos animais de companhia deve ser feita, regra geral,
quatro vezes por ano. Contudo, há situações particulares que devem ser tidas
em conta pelo proprietário e Médico Veterinário que justificam a formulação de
um calendário de desparasitação individual para o animal em questão,
nomeadamente:
- Fêmea gestante, animais jovens, animais imunodeprimidos devem ser
desparasitados com maior regularidade durante a fase de gestação,
crescimento ou doença;
- Cães , sem acesso á rua ou outras formas de
contaminação (como por exemplo uma alimentação á base de ração seca e
enlatados) podem não necessitar ser desparasitados quatro vezes ao ano;
- Cães pastores, de caça, de guarda e outros cães de trabalho podem
necessitar ser desparasitados com maior frequência ( por exemplo de dois em
dois meses);
Idealmente deverá ser feita a identificação e contagem dos ovos de parasitas
num amostra de fezes. Só assim é possível saber se o animal está ou não
parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para
controlar essa infestação.

Parasitas

Os nossos animais de companhia são frequentemente infestados por uma
ampla variedade de parasitas que deles dependem para se alimentar e
reproduzir. Estes encontram-se na grande maioria dos casos nos intestinos e
pulmões, sendo capazes de provocar alterações no estado de saúde.
Estes endoparasitas, comummente chamados de “lombrigas”, são na realidade
Helmintes que, conforme a sua morfologia, entre outros parâmetros, se
classificam em diferentes classes das quais importa salientar os Nemátodes
(vermes redondos, lombrigas) e os Cestodes (vermes achatados, ténias).
Dado o perigo que estes parasitas representam para a saúde dos nossos
animais e o potencial zoonótico destas infestações, é fundamental que os
animais com que habitamos e coabitamos sejam desparasitados internamente
com a frequência desejada e adequada a cada caso particular.
Os Nemátodes que com maior frequência infestam o cão e o gato são:
- Ascarídeos Toxocara canis
(cão), Toxocara cati (gato)
e Toxocara leonina
(cão e gato) afectam
sobretudo cachorros e
gatinhos com menos de 3
meses de idade;
- Ancilostomatídeos
(Ancylostoma tubaeforme
(gato) Ancylostoma
caninum (cão), Uncinaria
stenocephala (cão);
responsáveis pelo Síndrome da Larva Migrans cutânea no Homem;
- Tricurídeos (Trichuris vulpis (cão));
- Aelurostrongylus abstrusus (no gato) e Aelurostrongylus vasorum, Filaroides e
Oslerus osleri (no cão)
Dentro do grupo dos Céstodes salientamos:
- Ténias: Taenia pisiformis, Taenia taeniformis (gato) Taenia hidatigena, Taenia
multiceps (cão), Taenia serialis (cão).