Pedigree deriva de "pied de grue" (pé de grou). O grou deixa um rasto com 3 traços para a frente e um para trás, correspondente aos dedos das patas, o que dá mais ou menos a forma das árvores genealógicas: Pedigree é, pois, a árvore genealógica.
Durante muito tempo, os criadores, e apenas estes, mantiveram registos das árvores genealógicas dos seus cães (e dos outros bichos todos).
Durante muito tempo, os criadores, e apenas estes, mantiveram registos das árvores genealógicas dos seus cães (e dos outros bichos todos).
Cabe dizer aqui que a noção de raça ou de pureza de raça, nesta fase, ainda não tem grande significado.
Toda a gente conhece as misturas (ou algumas) feitas pelos criadores de diferentes raças, que foi possível conhecer consultando os registos de criação dessas pessoas. Estou-me a lembrar do caso do Golden Retriever, que é talvez o mais célebre, mas há também registos de criação do Setter Inglês, do Sealyham, etc.
No fim do séc XIX começam as exposições de cães e redigem-se os primeiros estalões. Nesta altura, em que se fazia um trabalho grande de uniformização das raças, era natural que um bom reprodutor valesse uma pipa de massa. E, evidentemente, começou a haver a necessidade de confirmar que aquelas vitórias eram mesmo daquele cão e não doutro com o mesmo nome (é que nesta altura todos os cães se chamavam "Bob" e "Laddie", pelo menos nos cães pastores).
No fim do séc XIX começam as exposições de cães e redigem-se os primeiros estalões. Nesta altura, em que se fazia um trabalho grande de uniformização das raças, era natural que um bom reprodutor valesse uma pipa de massa. E, evidentemente, começou a haver a necessidade de confirmar que aquelas vitórias eram mesmo daquele cão e não doutro com o mesmo nome (é que nesta altura todos os cães se chamavam "Bob" e "Laddie", pelo menos nos cães pastores).
O registo no Kennel Club começou por ser simplesmente o registo do nome. Estando o nome registado no Kennel Club, mais nenhum cão daquela raça podia ter aquele nome, mantendo-se este princípio até hoje.
Como rapidamente se esgotou o reportório de nomes, apareceu o afixo como forma de impedir a duplicação de nomes e, também, para mais facilmente se identificar o criador.
Assim, o Kennel Club não nasceu para registar genealogias mas apenas nomes, embora a partir dos registos se pudesse reconstruir os pedigrees, já que um cão era sempre registado como "X", filho de "Y" e "Z".
É óbvio que o pedigree sempre foi um importante instrumento de trabalho para qualquer criador, pelo que eram eles próprios que faziam esses pedigrees. Aliás, ainda hoje os criadores fornecem os pedigrees dos cães que criam feitos à mão (hoje em dia no computador, claro). O Kennel Club só emite um pedigree se se pedir expressamente. Assim, o Kennel Club não nasceu para registar genealogias mas apenas nomes, embora a partir dos registos se pudesse reconstruir os pedigrees, já que um cão era sempre registado como "X", filho de "Y" e "Z".
Resumindo:
- o pedigree é uma árvore genealógica
- como árvore genealógica que é, mostra como se chegou àquele exemplar - e permite tirar "n" ilacções (se o cão é ou não puro, que qualidades e defeitos se passeiam no património genético do cão, etc).
- como árvore genealógica que é, todos os cães têm uma, sejam coxos, vesgos, ciciosos, brancos, às bolas, ou mesmo sejam rafeiros (desde que se conheça a ascendência).
Não me causa estranheza que um cão fora de estalão tenha registo. Registo é apenas a árvore genealógica. O que está mal é aceitar automaticamente como reprodutor qualquer cão com registo. Na Inglaterra, nos EUA, na França, estes cães fora do estalão são registados - na Inglaterra e nos EUA com uma anotação que os impede de serem expostos e de serem reproduzidos, na França um cão só pode ser reprodutor depois de passar na confirmação, e estes são os poucos casos que são chumbados sem apelo nem agravo.
Pelo exposto, um cão registado no LOP não dá obrigatoriamente a garantia de ser um cão de raça de qualidade. Mas, em muitos casos, cão com LOP vende-se melhor e tem mais valor económico que cão sem LOP, porque alguns compradores e alguns vendedores só querem o LOP para isso. Não se interessam pelos ascendentes, não se interessam se o cruzamento foi feito para apurar a raça, não se importam sequer se o cão é um bom exemplar, só lhes interessa que lá no papel esteja a dizer que o cão é da raça "X".
- o pedigree é uma árvore genealógica
- como árvore genealógica que é, mostra como se chegou àquele exemplar - e permite tirar "n" ilacções (se o cão é ou não puro, que qualidades e defeitos se passeiam no património genético do cão, etc).
- como árvore genealógica que é, todos os cães têm uma, sejam coxos, vesgos, ciciosos, brancos, às bolas, ou mesmo sejam rafeiros (desde que se conheça a ascendência).
Não me causa estranheza que um cão fora de estalão tenha registo. Registo é apenas a árvore genealógica. O que está mal é aceitar automaticamente como reprodutor qualquer cão com registo. Na Inglaterra, nos EUA, na França, estes cães fora do estalão são registados - na Inglaterra e nos EUA com uma anotação que os impede de serem expostos e de serem reproduzidos, na França um cão só pode ser reprodutor depois de passar na confirmação, e estes são os poucos casos que são chumbados sem apelo nem agravo.
Pelo exposto, um cão registado no LOP não dá obrigatoriamente a garantia de ser um cão de raça de qualidade. Mas, em muitos casos, cão com LOP vende-se melhor e tem mais valor económico que cão sem LOP, porque alguns compradores e alguns vendedores só querem o LOP para isso. Não se interessam pelos ascendentes, não se interessam se o cruzamento foi feito para apurar a raça, não se importam sequer se o cão é um bom exemplar, só lhes interessa que lá no papel esteja a dizer que o cão é da raça "X".
O Clube Português de Canicultura através da 1ª Comissão (Livro de Origens) é a única entidade competente para aceitar ou recusar os pedidos de registo no L.O.P., ou para cancelar os já existentes e este registo tem como objectivos principais: Instituir as necessárias medidas para conservar puras todas as raças caninas; Classificar as raças caninas portuguesas; Inscrever e catalogar os animais de raças caninas puras; Cumprir e fazer cumprir os regulamentos nacionais da especialidade, bem como os da F.C.I..
A admissão ao L.O.P., dos cães de todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, é estritamente reservada os que se encontrem devidamente identificados e ainda se inscrevam numa das seguintes condições: Os seus progenitores estejam registados no L.O.P.; A sua progenitora esteja registada no L.O.P. e o seu progenitor esteja registado num Livro de Origens reconhecido; Estejam registados num Livro de Origens reconhecido pela F.C.I.; Tenham a sua ascendência traçada, sem qualquer interrupção, até à terceira geração inclusive, desde que a pureza de sangue desses ascendentes possa ser demonstrada perante a 1ª Comissão, e a seu contento; Tenham a sua ascendência traçada sem qualquer interrupção até à 3ª geração no R.I. que tenham obtido a qualificação de "Excelente" em qualquer exposição autorizada pelo C.P.C., que tenham idade superior a 15 meses; Que sejam de Raça Portuguesa, com ascendência registada, que tenham obtido a qualificação de "Excelente" em qualquer exposição organizada ou autorizada pelo Clube Português de Canicultura e que tenham idade superior a 15 meses. Esta admissão está ainda condicionada a uma eventual inspecção prévia da respectiva ninhada. (Todos os cachorros da ninhada a que se refere a declaração de beneficiamento e nascimento de ninhada, deverão estar à disposição do inspector para a sua verificação até aos 50 dias de idade, assim como a sua progenitora).
LOP são as iniciais de Livro de Origens Português e trata-se de um registo genealógico fundado pelo Clube Português de Canicultura em 1936. Note-se que outros países europeus já detinham livros de origens há muito mais tempo, desde o Século XIX, nomeadamente a Alemanha, país onde se fundaram alguns dos clubes de raças caninas mais antigos.
Nos finais do século XIX existiam muitos países com sociedades caninas e clubes de raça, onde cada um tinha um sistema de classificação de raças diferente. Para racionalizar estas diferenças e uniformizar o conceito das várias raças em todos os países formaram a FCI, Federação Cinológica Internacional, que é neste momento a autoridade máxima no reconhecimento de raças novas, revisão dos standards, etc.
Os cães registados no nosso LOP são reconhecidos pela FCI.
O que é?
O termo LOP poderá não ser familiar a muitas pessoas, mas quem nunca ouviu falar em "pedigree"? Exacto, o registo no LOP é o equivalente português ao termo pedigree.
O registo no LOP é um documento que certifica que o cão que o detém pertence a uma determinada raça. Nesse documento podemos ver a ascendência do cão até aos seus bisavós, e que todos os cães da sua família são pertencentes a essa raça.
Na impossibilidade de se garantir inequívocamente a raça de um animal somente pela sua aparência e não havendo nenhum tipo de teste ou certificação genética para certificar a pureza de raça de um cão, o registo no LOP é a única forma de provar que o animal é de raça.
Logo e teoricamente, pode dizer-se que um cão sem LOP é de raça indefinida, embora na prática as coisas não sejam tão lineares... Vejamos, um casal de cães com LOP da mesma raça que produzem uma ninhada: os cachorros não foram registados do LOP. São puros? São. Pode provar-se? Não. Isto daria tema para outro tópico, mas reparem que não faz sentido reproduzir cães de raça pura e não registá-los no LOP...
Como se obtém o LOP?
Para que um cachorro tenha registo no LOP a condição essencial é ser filho de pais com LOP.
No caso das raças Portuguesas existe a possibilidade de um cão sem LOP ser apresentado a juízes dessa raça para que o avaliem. Se a avaliação for positiva e se esse exemplar se enquadrar no padrão da raça, o CPC poderá atribuir a esse cão um RI ou seja, Registo Inicial. Esse cão vai ser o fundador da sua linhagem, ou seja, não terá quaisquer ascendentes registado no Livro de Origens.
O criador é que pede a inscrição da sua ninhada no LOP, ou seja, não cabe aos donos fazerem o registo no LOP. Quando se adquire um cachorro de raça ele obrigatóriamente já estará inscrito no LOP. Ao novo proprietário é entregue um registo provisório que obriga a que o novo dono se cadastre como novo proprietário do animal (e lhe coloque o micro-chip) junto do CPC, recebendo depois o registo definitivo, onde consta:
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