sábado, 7 de maio de 2011

Desparasitação interior e exterior

PALAVRA PASSE: PREVENÇÃO!


A desparasitação interna consiste na administração de um anti-helmíntico que
pode ser de largo espectro, ou seja, abrangem um leque muito vasto de
diferentes parasitas, ou específico para um determinado parasita. Esta é a única
forma segura de eliminar os parasitas gastrointestinais!
Os anti-helmínticos apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on
ou injectáveis e podem resultar da combinação de fármacos diferentes. Esta
variedade de apresentações permite escolher aquela com administração mais
cómoda para o dono e animal.
A desparasitação dos nossos animais de companhia deve ser feita, regra geral,
quatro vezes por ano. Contudo, há situações particulares que devem ser tidas
em conta pelo proprietário e Médico Veterinário que justificam a formulação de
um calendário de desparasitação individual para o animal em questão,
nomeadamente:
- Fêmea gestante, animais jovens, animais imunodeprimidos devem ser
desparasitados com maior regularidade durante a fase de gestação,
crescimento ou doença;
- Cães ou Gatos domésticos, sem acesso á rua ou outras formas de
contaminação (como por exemplo uma alimentação á base de ração seca e
enlatados) podem não necessitar ser desparasitados quatro vezes ao ano;
- Cães pastores, de caça, de guarda e outros cães de trabalho podem
necessitar ser desparasitados com maior frequência ( por exemplo de dois em
dois meses);
Idealmente deverá ser feita a identificação e contagem dos ovos de parasitas
num amostra de fezes. Só assim é possível saber se o animal está ou não
parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para
controlar essa infestação.As consequências da infestação por pulgas do seu animal de companhia podem
ser graves.
A presença deste parasitas á superfície da pele é por si só um factor de
desconforto e inquietação dado o prurido que provocam. Os animais lambem-se
excessivamente e mordiscam a pele causando lesões.
Em resultado do hábito hematófago destes parasitas, numa infestação severa
com grande ingestão de sangue, pode-se desenvolver uma anemia severa e até
mesmo letal em animais muito jovens.
A “Dermatite Alégica á picada da pulga” é uma reacção de hipersensibilidade
que ocorre ao nível da pele e resulta da acção antigénica da saliva da pulga que
é injectada durante a picada. É caracterizada por uma alopécia e seborreia em
redor da cauda e região lombar, no ventre e patas, associada a um prurido
intenso. Este quadro pode ser complicado por uma piodermatite secundária, ou
seja, uma infecções secundárias da pele.
As pulgas são vectores de alguns parasitas intestinais, como o Dypilidium
caninum que afecta os cães, mas também podem transmitir bactérias como a
Hemobartonella felis (agente da Anemia Infecciosa Felina).
As carraças são parentes das aranhas e tal como as
pulgas são facilmente visualizadas á vista desarmada.
Os cães podem ser infestados por uma grande
diversidade de espécies de carraças. São conhecidos
mais de 13 géneros e mais de 650 espécies destes
animais que parasitam inúmeros hospedeiros
vertebrados.
Consoante apresentam ou não um escudo dorsal
rígido, distinguem-se “carraças duras” (género
Ixodidae) de “carraças moles” (genero Argasidae). Carraças do género
Argasidae normalmente não permanecem aderidos ao hospedeiro por períodos
prolongados; passam a maior parte do tempo no ambiente e procuram o
hospedeiro apenas para se alimentar. Ja as carraças do género Ixodidae
permanecem longos períodos sobre os seus hospedeiros.Carraças adultas necessitam ingerir sangue dos seus hospedeiros para poder
produzir ovos, mas ao contrário das pulgas, todas as formas evolutivas da
carraça dependem do sangue
para se alimentarem.
Terminada a sua alimentação, a
carraça fêmea ingurgitada de
sangue cai ao chão e coloca
mais de 3000 ovos. Após a
ovopostura morre.
Durante o seu ciclo de vida,
este parasita assume as formas
evolutivas de Ovo, Larva, Ninfa
e Adulto.
As carraças são responsáveis
pela transmissão de várias
doenças aos nossos animais,
mas também ao Homem.
A expressão “Febre da Carraça” designa um conjunto de doenças infecciosas
causadas por bactérias ou protozoários transmitidos pela picada da carraça, nas
quais se destacam pela sua severidade a Doença de Lyme ou Borreliose,
Erlichiose, Babesiose, Anaplasmose, Hepatozoonose e Rickettsiose

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